sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O Corpo

                         O CORPO

                                        (A Adaptação)


    A manhã chegou de nada me lembrara eis a mão cortada, lembrei-me da dor. Tentando estancar vede um papel de lado, tentei ler, mas não podia enxergá-lo lembrei-me da curiosidade. Andando, procurando significado ou tentando fazer significar era calor não podia pensar. E tudo embasado, uma cobra à vista de repente apedrejada e a comi ferozmente, lembrei-me da fome, medo e satisfação. Logo em uma vila vi um menino e pedi para ele ler o papel, quando apareceu um caipira gritando: Carai, pervertido. Ouvi um estrondo e corri. Na sombra de um pico,  então bebendo a água da fonte e estranhamente ferido por tiro e “morrendo”¹.
   Subi no alto da montanha num escurão! Vi um luzeiro carregado por um homem com a mão, era meu reflexo ou algum tipo de “alucinação”. Então com esforço disse: “Morrendo”¹ por nada!    Como se estivesse assistindo um vídeo de mim mesmo, o ouvi pronunciando: Tu és do Cardo quem é do Cardo não morre¹, volta pra escuridão! Agora que tu sabes, agora que tu podes enxergar, leia! Então li o papel:

Olhe bem o corpo, que fique parado, corpo que corre. Olhe bem o sono, sonho acordado que cria e solve. Vontade de poder quando é não sendo, superação de si mesmo, reduzidos às meras interpretações ou a nenhuma.
Olhe essas sensações, inicia a consciência, bordam emoções. Olhe esse sentimento, vem da alma definido, vago e relento. Olhe esse sentido, curvo ou reto não por tudo, represado neste espírito.
Lembrei-me do amor, força e coragem.
Não me lembrei do que havia vivido, e não devia me lembrar do que sabia e sim do que havia sentido!                             
                                                          De volta à escuridão
                                                         Sinto apenas nada


                            




1.         Expressão que indica o desencarne para humanoides educadas em série, ou desordenadamente educadas.


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